Declaração de Ruben de Carvalho, cabeça-de-lista da CDU

Votos no trabalho <br> por uma vida melhor

Na declaração proferida às 20.30h de domingo à noite, o primeiro candidato da CDU reafirmou que o voto entregue à CDU será sempre usado para a resolução dos problemas das populações e o reforço da luta por uma vida melhor em Lisboa.
Não estando ainda inteiramente apurados os resultados finais, queremos começar por saudar o povo de Lisboa e os eleitores que votaram na CDU. Saudamos ainda as centenas de activistas da CDU que realizaram uma grandiosa campanha de contacto directo com os lisboetas, mobilizando-os para o voto, o que aconteceu apenas com a nossa candidatura. As mais de quatro centenas de iniciativas realizadas deram um contributo inestimável também para combater a abstenção e assegurar a participação democrática.

Importante resultado da CDU

Estas eleições decorreram num quadro especialmente complexo. Doze candidaturas (entre elas, duas chamadas independentes, levando a uma maior dispersão de votos), em pleno período de férias e tendo como fundo, como sabemos, investigações sobre processos na área do urbanismo que podem ter como base negócios pouco claros, lançaram nos eleitores uma onda de descrédito em relação à Câmara Municipal com previsíveis consequências na abstenção verificada.
Neste contexto, o resultado eleitoral da CDU é um importante resultado, que a confirma como a terceira força política na cidade de Lisboa, no plano autárquico, a que se associa uma forte ligação aos bairros e à vida da cidade e um profundo enraizamento popular.
Hoje mesmo, queremos reafirmar o compromisso de honra assumido durante a campanha eleitoral: o voto entregue à CDU será sempre usado para a resolução dos problemas das populações e o reforço da luta por uma vida melhor em Lisboa. E, amanhã mesmo, os vereadores eleitos e a CDU no seu conjunto começarão a trabalhar nesse sentido!
Estes resultados demonstram que o PS não conseguiu atingir o seu principal objectivo nestas eleições, a maioria absoluta. Com a fragilização e descredibilização das candidaturas da direita, o PS tinha largas probabilidades de assegurar a maioria absoluta, facto que não ocorreu. Apesar dos insistentes apelos e chantagens realizadas junto do eleitorado, o povo de Lisboa disse não a esse desejo do PS.
A coligação de interesses, que se formou à volta da candidatura do PS, sofreu assim o seu primeiro contratempo, mas os interesses em jogo são de facto muito grandes, não são os de Lisboa e requerem dos cidadãos uma particular atenção e uma constante intervenção.

Ao serviço das populações

Neste quadro, a CDU, para além das propostas que respondam a problemas urgentes e imediatos da população, desde já torna claro que:
- se oporá à concessão/privatização de serviços municipais e a despedimentos de trabalhadores e lutará para que todas as capacidades da Câmara sejam colocadas ao serviço da cidade e da resolução dos seus problemas;
- lutará ao lado das populações pelo policiamento de proximidade e contra o encerramento de esquadras;
- continuará a luta contra a especulação imobiliária, pela revisão participada do PDM;
- continuará a exigir que as zonas ribeirinhas, desafectadas de actividade portuária, sejam devolvidas à gestão da cidade;
- continuará a lutar para que a Carris cumpra o seu papel no serviço público de transportes, servindo os bairros com as carreiras e horários necessários à mobilidade dos cidadãos;
- fará tudo para que o IPO e outras estruturas hospitalares se mantenham na cidade.
A CDU, como deixou claro na sua campanha eleitoral, actuará para que seja concretizada na CML uma nova política ao serviço das populações. Nesse sentido, dará força a todas as propostas e medidas que apontem para esse objectivo, até porque, como demonstrou todo o processo que levou à queda da CML, a estabilidade deste órgão não se consegue com maiorias aritméticas, mas sim com políticas correctas, ligadas directamente aos problemas reais de Lisboa, dos que nela moram e dos que nela trabalham.
Numa altura em que acabaram de se conhecer os resultados eleitorais, a CDU reafirma que só tem um compromisso, que é a defesa dos interesses da cidade e da sua população.


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